2.5.08

Capitulo 1 - Parte 3

Answers And Choices 03/07



Qualquer ser humano normal morreria em questão de minutos após um golpe tão preciso e violento como aquele. Seja pela extensão dos danos internos ou simplesmente por sangramento. O sul-americano tinha consciência disso, e ao mesmo tempo em que o nórdico recebia a lâmina em seu peito, um sonoro: - NÃOOO!!!!! - a plenos pulmões explodiu da garganta de Steve, enquanto corria impulsivamente em direção ao carniceiro, afim de atingilo-lo com uma furiosa e desesperada voadora. Mas antes mesmo que pudesse alcança-lo, em meio a sua trajetória, ele foi brutalmente interceptado e devidamente contido por Snap e Grunt.

Como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, o fuzileiro levantou-se e seguiu calmamente em direção a mesa de madeira repleta de restos e pratos sujos. Em um dos poucos espaços vagos, deixou a faca manchada de sangue e puxou uma de suas cadeiras. Virou-a de modo que ficasse na direção do agora ajoelhado e agonizante Klaus e em seguida sentou-se, passando a observar fria e atentamente seu sofrimento. Um simples gesto de mão de sua parte, foi o suficiente para que Ranger entendesse o recado de seu líder, como se seu pedido tivesse sido enviado por telepatia. De pronto o asiático trouxe um espelho de quase um metro por vinte centímetros que estava pendurado na parede e colocou-o diante do norueguês, para que ele contemplasse com seus próprios olhos o enorme estrago que havia sido feito. Klaus chorava como um menino achando que aquele seria realmente seu fim, enquanto Steve se debatia inconformado com tamanha brutalidade, obrigando Snap a ser ainda mais contundente, o que por conseqüência provocou mais momentos de dor intensa com requintes de crueldade para o latino.

Um outro movimento quase imperceptível da cabeça do alfa, fez com que Phantom saísse de seu lugar e fosse para trás de Klaus e puxasse com firmeza seus longos cabelos loiros, para que ele não perdesse se quer um detalhe de seu martírio. Assim passaram-se vinte infindáveis minutos de tortura psicológica, de silencio por parte deles e de gritos e choro vindos de Klaus. A situação oprimia enormemente Steve, afinal, seria aquele o fim de ambos? Embora ele já tivesse visto o gigante nórdico sair de uma situação pior que aquela, ele começava a se questionar o quanto eles poderiam suportar nas mão daqueles "sádicos"...

Passados mais alguns minutos, uma sensação de ardência e formigamento impregnou os ferimentos de Klaus, o que imediatamente o fez prestar mais atenção ao espelho para entender o que estava acontecendo em seu corpo. Steve já tinha consciência do "milagre" da regeneração, mais aquela era a primeira vez que Klaus em sã consciência, realmente contemplava com seus próprios olhos a "mágica" acontecendo. Ele mal podia acreditar em seus olhos, assombrou-se com o sangue aos poucos parando de escorrer e lentamente a carne se fechando e cicatrizando de forma perfeita como se nada tivesse acontecido. Sua expressão era de puro espanto, estava completamente perplexo e agora mais do que nunca, estava em busca de explicações lógicas para tudo aquilo. Um turbilhão de imagens novamente passou pela sua cabeça, enquanto as palavras do fuzileiro sobre a sua natureza ecoavam em seus pensamentos... Tudo que ele imaginava ser apenas um sonho, como as visões e a carnificina no bar havia sido real. Klaus imediatamente urrou tentando negar a verdade que se escancarava a sua frente, ele quis despertar daquele horrível pesadelo, mas não era possível. Pela primeira vez em sua vida ele sentiu o imenso arrependimento de ter tirado uma vida humana. Transtornado, conseguiu apenas murmurar com os olhos marejados que aquela não havia sido sua intenção...

Steve estava nitidamente físico e mentalmente abalado, não só por aquela cena, mas por tudo que acontecera e havia sofrido até então. Mas ainda assim conseguiu reunir coragem o suficiente para fazer a pergunta que até então o consumia por dentro. Procurou limpar sua mente e acalmar-se, respirou fundo e tirou junto com a tensão o imenso nó que embargava sua garganta e impostando sua voz em um tom determinado, olhou fixamente para o fuzileiro e questionou:
- Por que eu? Por que dentre tantos rapazes naquela noite você a ordenou que me amaldiçoasse? - disse apontando para Phantom - O que nós fizemos para merecer isso ?

Honcho abriu um sorriso sarcástico e calmamente respondeu:
- Você realmente acredita que as coisas acontecem assim soldado? Acha mesmo que ela seria capaz de conceder a você a chance de se tornar uma maquina perfeita de combate apenas com uma mordida como rezam as lendas? De longe isso é uma maldição... um fardo talvez, mais o qual carregamos com orgulho. Não deixe que os sentimentos que esta sentindo nesse momento obscureçam seus instintos. Procure dentro de você, a muito você já sabe a resposta, apenas não se permitiu aceita-la...

Embora algo estranhamente em suas palavras fizesse sentido, o sul americano continuou a questionar o fuzileiro: - Maquina de combate perfeita? - Steve riu sacasticamente para não chorar do ponto de vista do alfa - Você quer mesmo que eu veja o fato de agora ter que conviver com um monstro dentro de mim como uma dádiva? Eu já deveria imaginar que era exatamente assim que você devia se sentir; a fera invencível, o guerreiro definitivo, o líder intocável infinitamente poderoso e inquestionável... Você se orgulha ao mesmo tempo em que se escora em sua força e como pode subjugar as pessoas com ela não é verdade? Da pra ver isso estampado nos olhos das pessoas que o cercam, principalmente daqueles miseráveis prisioneiros do prórpio medo no acampamento... Aposto que você se sentiu o "grande predador" ao mandar seus subordinados me encurralarem covardemente e me torturem durante dias como um animal depois do seu infalível plano de captura ter dado certo. Aqui estamos de novo, parece que o sadismo de vocês não tem fim não é verdade? Só me pergunto aonde estão os outros agora? Por que a familia não esta completa para ajudar a humilhar seus "novos membros"?

Grunt ameaçou cala-lo, mas Honcho o atropelou antes que fizesse qualquer coisa: - Já chega - disse em um tom imperativo, enquanto caminhava em sua direção a passos firmes com o dedo em riste: - Filhote insolente, não nos insulte nos confundindo com aquela láia de covardes chorões, você devia nos agradecer por termos te salvado daquele cativeiro. Muitos de nós ganharam cicatrizes que ainda doem durante as noites frias que açoitam essas montanhas naquele dia. Aqueles malditos eram "Puros" intrometidos, sua condição atual nada tem haver com Phantom moleque estúpido, pelo contrario, graças a ela pudemos te localizar pelo gosto de seu sangue e enfim leva-lo para um lugar seguro longe do quintal daqueles bastardos, embora você não tenha permanecido lá para ouvir a verdade depois disso...

- Passei por situações muito piores das quais vocês se queixam nas selvas da Amazônia, antes mesmo de imaginar fazer parte de tudo isso soldado, aquilo sim era o inferno... e ao invés de choramingar negando meu destino como vocês insistem em fazer, eu o abracei, aceitei o que eu sou e a partir de então faço tudo o que for preciso para manter o meu território limpo... Custe o que custar, doa a quem doer e NINGUÉM aqui dentro dessa sala, principalmente um fedelho como você, vai questionar meus métodos. Lembre-se sempre disso e guarde esse dia em sua memória. Se não soubesse que Luna o tocou sob a lua dos juízes, e que ainda é ignorante diante de nossos preceitos, certamente eu já teria arrancado a sua língua e feito você a engolir por colocar em dúvida minha conduta sobre os meus... Quero que fique bem claro, e que todos aqui sirvam de testemunha que se isso se repetir novamente moleque, você não terá mais nenhuma tolerância da minha parte... A minha palavra dentro dessas terras é LEI... ESTAMOS ENTENDIDOS?

Algo no âmago de Steve, gritava que ele não estava cem por cento correto, principalmente no tocante as pessoas lá fora, totalmente oprimidas. Mas mesmo assim, tentando camuflar o ar contrariado, consentiu com a cabeça para evitar mais problemas. Honcho então virou-se e esfregando as mãos no rosto, caminhou em direção a janela buscando acalmar-se. Ninguém se atreveu a se quer respirar um pouco mais alto até que ele tornasse a se pronunciar. Alguns minutos se passaram até que o fuzileiro ainda com o olhar perdido nas estrelas, em um tom de voz mais calmo e quase profético, voltou a falar:

- Tudo que nós fomos e tudo que nós somos, começou em Pangaea. Ao contrário do que falam os geologistas, ela não era o agrupamento de continentes, mas o mundo em sua primeira forma. Onde espíritos podiam entrar no reino da carne facilmente, e animais e humanos podiam caminhar até a refrescante sombra do espírito do mundo. Não há um consenso até mesmo para os mais antigos de nós se Pangaea era um lugar, um tempo ou ambos... Tudo que sabemos é que ela era gloriosa, e que foi perdida. Pangaea certamente foi gloriosa, mas ao contrário do que se pode imaginar, ela não era um mundo de paz perfeita e gentileza. Ela era um mundo de caçadores, presas e predadores. O leão ainda caçava o cordeiro e o espírito ainda tomava o que precisava do mundo da carne. A morte fazia parte deste paraíso da caça, e o maior de todos os predadores era Urfarah, o Pai Lobo. Ele era um guerreiro do Reino das Sombras e do sólido mundo do ar e da terra. Ele patrulhava as fronteiras do mundo físico, mantendo tudo em seu lugar. Espíritos invadiam o mundo da carne, mas não avançavam muito longe, nem por muito tempo. Urfarah estava sempre pronto para perseguir qualquer espírito que se demorasse na terra. Quando necessário, suas presas e garras forçavam mortais e animais de volta à relativa segurança do mundo da carne, caso eles avançassem muito no mundo dos espíritos. Seu coração ardia com convicção e força sobrenatural. Ele foi o primeiro de nós, e o maior de todos...

Por trás de todo grande guerreiro existe sempre uma grande figura feminina e com Pai Lobo não poderia ser diferente, ele apaixonou-se por Luna – Amahan Iduth – desde quando ela cruzou os céus pela primeira vez e o contagiou com seu brilho. Reciprocamente encantada com o mundo que crescia abaixo dela, a senhora da noite tomou a forma de uma belíssima mulher de carne e desceu à terra. Urfarah ficou desorientado de alegria e paixão quando a encontrou caminhando entre a fronteira do mundo físico e espiritual. Para sua satisfação, prontamente seus sentimentos foram compartilhados. Mãe Luna o considerava valente e sábio, além de forte e belo. Então ela o amou em resposta. Dessa união, embora estivesse usando um corpo humano, ela deu a ele nove filhotes feitos tanto de carne quanto de espírito; que vieram a ser os primeiros lobisomens. Da mãe prateada, nossos ancestrais receberam o poder de mudar de forma, assim como ela muda a sua própria. De nosso Pai, eles receberam sentidos, força e velocidade muito além da dos lobos nascidos de carne. E de ambos, receberam uma quantia de poder espiritual, pois Mãe Lua era a Rainha da Sombra e Pai Lobo era o Senhor das Regiões Fronteiriças.

Depois de nascidos seus filhos, Luna voltou ao firmamento e Pai Lobo educou a Primeira Matilha para auxiliá-lo em seus deveres como guardião. Ele ensinou aos primeiros Uratha os modos do lobo e do homem, da carne e do espírito. Ele lhes mostrou as estradas do Reino das Sombras nas florestas, montanhas e desertos até o mundo da carne, em trilhas abertas pelas tribos dos homens. Eles aceitaram seus deveres e ajudaram a trazer ordem tanto ao mundo do espírito quanto ao da terra. Eles foram pastores de humanos, animais e espíritos. Eles abatiam qualquer rebanho, tribo ou matilha que ficasse muito grande ou perigosa, assumindo o papel de lordes entre os predadores.

Obviamente, alguns espíritos e tribos da humanidade não concordavam com tal tratamento. Alguns retaliavam com todas as forças. E seja por força dos números, mágica ou astúcia, alguns deles não seriam destruídos tão facilmente. Mesmo assim, Pai Lobo e sua matilha conseguiram expulsar os piores deles para regiões distantes do Reino das Sombras, incluindo espíritos poderosos, seus asseclas e tribos de homens que veneravam poderes negros que cometiam crimes blasfemos contra ambos os mundos. Outros, como o Rei das Pragas e a Bruxa Fiandeira, se opunham ao Pai lobo enquanto estavam em vantagem e fugiam astuciosamente quando percebiam que não podiam derrotar toda sua matilha...

Por eras nós fomos os senhores da aurora do mundo. Nossa grande força e nossa habilidade de mudar de forma nos permitiam subjulgar qualquer homem ou criatura. Poucos predadores podiam nos desafiar. Nenhuma presa podia nos escapar. Até os mais fortes dos mamutes e mais ferozes dos predadores não eram páreo para uma matilha de lobisomens. Eram tempos sombrios para a humanidade, mas era nossa época de glória, uma era dourada pintada com o sangue brilhante de nossas presas. E, como toda era dourada, estava condenada a terminar...

Passaram-se muitos e muitos anos, mais do que podem ser contados, mas gradualmente Pai Lobo começou a perder sua velocidade e vigor. Suas presas começaram a perder o fio aguçado, e sua sabedoria já não alcançava tão longe. Cada vez mais espíritos conseguiam escapar de sua atenção, erguendo seus terríveis reinos entre os humanos e engordando com poder roubado do plano material. Quando finalmente ele encontrou estes auto-intitulados deuses do sofrimento e gula, ele levou mais tempo do que deveria para executá-los e alguns até conseguiram escapar – enfraquecidos pelo conflito, mas ainda assim livres para continuar seus banquetes em uma nova ocasião. Por conta disso, gradualmente, Pangaea estava se tornando um paraíso para os espíritos e para aqueles humanos que aceitavam sua soberania e um purgatório para todo o resto. Nossos antepassados viam tudo isso com apreensão, e dúvidas sobre o que fazer passaram a lhes remoer a alma...

Por acaso algum de vocês sabem o que acontece quando uma matilha de lobos não sucede mais em suas caçadas porque seu lobo alfa é muito lento, fraco ou cego para liderar? - Perguntou Honcho virando-se calmamente para os rapazes - Ou a matilha morre, ou o alfa deve ser substituído? - Respondeu Steve.

- Exatamente - Exclamou o fuzileiro, mas de forma ponderada - Esta era a mesma questão, mas o que estava em jogo era o mundo inteiro. E para garantir um bem maior, o que se seguiu foi horrível e não deveria ser necessário, mas foi... Entendam rapazes, todo Espírito tem votos, leis invioláveis que governam sua própria natureza. Por exemplo; um espírito da dor é proibido de curar uma criatura viva. Pois bem, Pai Lobo era um dos mais poderosos espíritos da Criação, mas mesmo assim, ele como qualquer outro espírito, também tinha um voto. Ele sentia tamanha devoção ao seu dever que ele não podia fechar os olhos até o dia em que alguém tomasse seu lugar. A força de seu voto era tal que se houvesse alguém que pudesse lhe desafiar, ele não poderia se defender. Estórias daquele tempo deixam claro que Pai Lobo podia e com certeza mostrava suas presas contra seus filhos em disputas ordinárias de dominação. Mas se a matilha de Pai Lobo realmente quisesse lhe desferir um golpe letal, sua própria natureza o tornaria indefeso. Ele não iria ser capaz de se defender ativamente contra tamanho motim, e seu couro grosso e músculos poderosos não seriam mais que vento e chuva. Então o único modo de sobrepujar Pai Lobo seria atacar para matar. E para manter a ordem natural das coisas nós o fizemos...

No seu último suspiro, Pai Lobo emitiu um uivo que fez tremer ambos os mundos. Humanos caíram e soluçavam com o som que instilava nada além de medo em seus corações. Espíritos fugiram para seus abrigos, tomados de terror pela idéia de que alguém havia assassinado o grande e impiedoso espírito-lobo. Dizem que o lobisomem que desferiu o golpe fatal foi morto instantaneamente pela força e peso emocional o uivo. Ao ouvir o uivo-de-morte de seu amado, a própria Luna chorou de angústia e decepção, amaldiçoando todos os seus filhos que ela pôs no mundo. Esta maldição nunca seria completamente aliviada. Dizem que, naquele dia, a própria alma do planeta estremeceu. Enquanto os habitantes do Reino das Sombras e as criaturas mortais do reino físico se contorciam de terror, os dois mundos foram separados. O chão tremeu e tempestades açoitaram a terra. Gelo se deslocou do norte, e ilhas afundaram no oceano. Apartir de então, Pangaea não existia mais. Depois da Queda, o paraíso dos caçadores estava perdido para sempre...

Esta é a razão de sermos o que somos. É por isso que somos lobos e humanos. É por isso que somos filhos do Reino das Sombras, mas DESTITUÍDOS pelos espíritos. Eles nos temem, e a maioria nos odeia deste aquele dia. Eles se amedrontam e se remoem pela idéia de que criaturas parte carne e parte efêmera agora têm o poder de vigiá-los, e que um dia tivemos o poder de destruir o único espírito que todos eles temiam. Os humanos com toda certeza enlouqueceriam se soubessem que nós não somos apenas ícones do cinema, mas criaturas reais que caminham entre eles... Por isso daquele dia em diante, nós assumimos de fato o manto da responsabilidade de equilibrar os dois mundos e mante-los a salvo. Patrulhamos implacávelmente o mundo espiritual, e por esse motivo alguns espíritos são nossos maiores inimigos. Em contra partida, nós fazemos o melhor que podemos para impedir que os humanos enfraqueçam o mundo espiritual, e certamente eles também nos desprezariam por isso se tivessem ciência. Até mesmo nossos próprios irmãos se voltaram contra nós nessa cruzada, incessantemente nos acusando por ter feito aquilo que eles não tiveram coragem e compaixão de fazer pelo mundo. Aqueles que se auto intitulam como Puros não participaram da caçada ao Pai e ainda hoje choramingam sua morte como velhas viúvas... Somente nossa instável Mãe Luna e nossos totens-lobo estão do nosso lado agora soldados, mas é mais do que o suficiente acreditem; pois nós somos o Povo. Nós somos Urathas. Nós somos os lobos que caçam em ambos os mundos...
E que os céus tenham piedade não de nós, mas daqueles que atraírem nossa fúria se colocando em nosso caminho...

1 comentários:

Leandro Novo disse...

ae pride!! foi mal, jah corrigi o blog lah e colokei seu link...por falar nisso, tah ficando ANIMAL o stormriders heheh

cara, confere ae tb:
www.oblivionrpg.com

flws!!!

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